terça-feira, 3 de julho de 2007


POEMA/PROCESSO DE LAÉRCIO BEZERRA
(de Natal), quando residia no Rio,
em 1967.

Não, não éramos livres.
O governo militar, subordinado aos interesses
políticos e econômicos dos States,
ditava suas normas autoritárias
em nome da "democracia" e do Tio Sam.

Mais um exemplo da relação do nosso movimento
com a agitação política dos anos 60:
o poema/processo, a rigor, nasceu sob o signo da politicidade.
No lugar de Max Bense, privilegiávamos Louis Althusser.
Líamos Foucault, Marx, Engels e Lênin - e não Peirce.
Admirávamos os cinemas de Godard,
Buñuel, Eisenstein, Vertov e Glauber Rocha
- e não os filmes de Hollywood (com algumas raras exceções).
A História e a Antropologia nos diziam mais do que a Sociologia.
O Poema e a Nova Arte nos diziam mais do que a Poesia.
Preocupávamos em atingir os poetas da América Latina
e do interior do Brasil, e não os poetas da Suiça,
da Inglaterra, do Japão ou da Alemanha.

3 comentários:

sandra camurça disse...

BRAVO!BRAVO!
Beijos.

Fernanda Passos disse...

É isso! Viva a arte engajada. Viva!

jucy disse...

Adoro liberdade de expreção, por isso parabeniso o poema/processo.